A hipertensão arterial sistêmica (HAS), popularmente conhecida como “pressão alta”, é uma das doenças crônicas mais prevalentes e perigosas da atualidade. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 1,4 bilhão de pessoas no mundo, o equivalente a um em cada três adultos. Por ser frequentemente assintomática, a condição é uma das principais causas de acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.
“De acordo com as diretrizes atuais, a pressão arterial considerada ideal é abaixo de 120/80 mmHg. Embora níveis entre 120/80 mmHg e 139/89 mmHg não sejam classificados como hipertensão arterial, eles já representam um sinal de alerta, pois estão associados a maior risco cardiovascular e maior chance de desenvolvimento futuro da doença”, explica a médica.
A grande preocupação sobre a hipertensão é a ausência de sinais graves que não são percebidos com antecedência. “A hipertensão é uma condição traiçoeira que pode evoluir sem sintomas por anos, até causar danos irreversíveis. A elevação da pressão força o coração a trabalhar com mais intensidade para bombear o sangue, o que pode danificar os vasos sanguíneos ao longo do tempo e comprometer o funcionamento de órgãos vitais”, alerta a cardiologista.
Fatores de risco e sintomas
Diagnóstico
“O rastreamento deve ser realizado regularmente em adultos a partir dos 18 anos, com maior frequência em pessoas que apresentam fatores de risco”, enfatiza a cardiologista.
- Esvaziar a bexiga
- Evitar fumar nos 30 minutos anteriores
- Manter o braço apoiado na altura do coração e as pernas descruzadas
- Não falar durante a aferição
- Permanecer em repouso por pelo menos cinco minutos antes da medição
Prevenção e controle
“Pequenas mudanças de comportamento, mesmo diante do silêncio da doença, podem fazer toda a diferença e evitar grandes complicações no futuro. Para pessoas acima de 40 anos, recomenda-se medir pelo menos três vezes por ano (a cada quatro meses)”, orienta a especialista.

