Hospital Santa Rita inaugura tecnologia inédita no ES para radioterapia de alta precisão

Hospital Santa Rita inaugura tecnologia inédita no ES para radioterapia de alta precisão

A radioterapia no Espírito Santo ganhou um novo capítulo com a chegada do acelerador linear Versa Full HD ao Hospital Santa Rita. O aparelho, considerado um dos mais modernos do país, foi adquirido por meio do Termo de Fomento firmado com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), com apoio da ex-senadora Rose de Freitas, e demandou investimentos de R$ 12 milhões – sendo R$ 3,5 milhões com aporte do hospital.
 
O equipamento se destaca por integrar soluções avançadas que aumentam a precisão da radioterapia, fator essencial para atingir tumores com máxima precisão e menor exposição dos tecidos saudáveis. Entre os principais destaques estão a mesa robótica HexaPOD e o sistema ExacTrac Dynamic Surface.

Tecnologia a serviço do paciente

“Vamos oferecer mais segurança, menos efeitos colaterais, proteção de órgãos, conforto e rapidez. Durante a aplicação, câmeras especiais acompanham continuamente o posicionamento do paciente. Se houver qualquer movimentação fora do planejado, o sistema detecta imediatamente. Esse nível de monitoramento não está presente em todos os centros de radioterapia. Então, este passa a ser o grande diferencial que o Hospital Santa Rita vai oferecer para seus pacientes”, explica Carlos de Freitas Rebello, médico rádio-oncologista do hospital.
 
Antes de iniciar a aplicação, a mesa HexaPOD posiciona o paciente com ajustes em seis direções, garantindo alinhamento milimétrico. Durante o tratamento, o ExacTrac atua como um sistema de vigilância contínua: câmeras e sensores monitoram a superfície do corpo em tempo real e detectam até os menores movimentos, como a respiração. Caso haja qualquer alteração, o sistema corrige automaticamente o posicionamento ou interrompe a aplicação para evitar erros.
 
“Essa combinação permite atingir uma precisão submilimétrica – algo que impacta diretamente na eficácia e na segurança do tratamento. Ao concentrar a radiação exclusivamente no tumor, reduz-se a exposição de órgãos e tecidos saudáveis, o que diminui efeitos colaterais como fadiga, náuseas e irritações na pele, além de reduzir riscos de complicações mais graves”, destaca o médico.

Conforto e atendimento humanizado

Como o monitoramento é realizado de forma contínua por imagem e superfície, a necessidade de marcações invasivas na pele é menor, tornando o processo menos desconfortável e mais humanizado.

Segundo o rádio-oncologista do Hospital Santa Rita, a tecnologia é indicada para casos que exigem alta precisão, como tumores cerebrais, câncer de pulmão (que sofre influência da respiração), próstata, mama e lesões na coluna. Ainda assim, a versatilidade do equipamento permite aplicação em diversos tipos de câncer.

Com a aquisição, a instituição passa a contar com quatro aceleradores lineares, consolidando-se como referência em radioterapia no estado e se aproximando dos centros mais avançados do país.
 
“Nosso serviço utiliza tecnologias avançadas de posicionamento e monitoramento em tempo real, incluindo mesa robótica e câmera de superfície, permitindo tratamentos mais precisos, seguros e personalizados. Assim como aviões modernos possuem sistemas inteligentes de navegação, nossa radioterapia utiliza câmera de superfície e mesa robótica para garantir máxima precisão durante o tratamento”, explica Carlos de Freitas Rebello.

Entenda o tratamento de radioterapia

A radioterapia é um tipo de tratamento que utiliza radiação ionizante (um tipo de raio-x) de alta energia que tem por objetivo destruir tecidos tumorais e proteger tecidos normais. Pode ser utilizada nos tumores como tratamento único ou associado a outras modalidades de tratamento, incluindo cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia, terapia-alvo e imunoterapia.

“A radiação tem como mecanismo de ação levar a um dano celular gerando radicais livres em grandes quantidades na área de tratamento. Esses levam danos ao DNA das células tumorais que sofrem tanto que a célula tumoral é induzida à morte. Já as células normais têm mechanisms de reparo mas, mesmo com toda sofisticação, podemos ter reações que vão ocorrer de acordo com áreas específicas que estão sendo tratadas, porém, quanto mais preciso conseguirmos ser, menores serão essas reações”, afirma Carlos de Freitas Rebello.

Com esse novo investimento, o Hospital Santa Rita reafirma seu compromisso contínuo com a evolução tecnológica e a excelência médica.
 
“A oncologia, de maneira geral, vem em constante evolução. E as máquinas de radioterapia vêm sendo cada vez mais precisas e eficazes, levando doses elevadas de irradiação diretamente no tumor, garantindo segurança e minimizando efeitos colaterais. Com a nova máquina podemos fazer tratamentos mais precisos e seguros”, conclui o médico.

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