Nova técnica para tratar Tumores Renais chega ao estado

Nova técnica para tratar Tumores Renais chega ao estado

Considerada minimamente invasiva, com menor risco cirúrgico, capaz de destruir tecidos neoplásicos (câncer) no próprio órgão, sem necessidade de cirurgia aberta ou laparoscópica para retirar o órgão ou parte dele. Assim é a Crioablação, uma técnica da medicina para tratamento de pequenos tumores, que acaba de chegar ao Hospital Santa Rita de Cássia – HSRC e consiste na introdução de um crioprobe – espécie de agulha – no interior de um tumor maligno por onde são lançados gases, promovendo ciclos de congelamento e descongelamento causando assim, a destruição do tumor.
 
Na tarde do dia 30 de janeiro foi realizado o primeiro caso no estado e o paciente foi liberado 24h depois. Segundo o Radiologista Intervencionista, Luiz Sérgio Grillo, o paciente deixou o Hospital e estava sentindo-se muito bem.
 
Procedimento
 
O procedimento acontece na sala de tratamento minimamente invasivo, é guiado por tomografia computadorizada (tomógrafo dedicado a esse tipo de tratamento com recursos de Fluoro-TC) que permite ver as imagens da tomografia computadorizada em tempo real durante o procedimento. Está localizado no interior da sala de intervenção, permitindo o máximo de precisão no posicionamento dos probes (agulhas de tratamento). Tempo de duração, 2 horas.
 
Poderão submeter-se à nova técnica, pacientes com tumores menores que 4 cm, com tumores renais, tumores ósseos, metástases tumorais em ossos que estejam associados a dor (nesse caso é um tratamento paliativo, ou seja, não vai tratar a doença e sim a dor), com comorbidades que contra-indique a cirurgia aberta ou laparoscópica, com rim único, com função renal comprometida e com múltiplos tumores, explicam o Urologista do HSRC, , Carlos Henrique Segall Jr. e o Radiologista Intervencionista, Luiz Sérgio Grillo Jr.
 
É contra-indicado para tumores associados à invasão de órgãos adjacentes ou estruturas vasculares, tumores do sistema coletor do rim e para pacientes com distúrbio de coagulação Incontrolável.
 
 Vantagens
 

  • período curto de internação (24 horas);
  • resultados oncológicos (tratamento da doença sem que ela retorne no local tratado) semelhante a curto e longo prazo, se comparados com os da cirurgia (padrão ouro no tratamento). A crioablação, também é considerada pelo Consenso Europeu de Urologia como nível A de evidência, ou seja, é um método seguro e eficaz;
  •  baixos índices de complicações (sangramento, infecções, necessidade de reintervenções ou de transfusão sanguínea, dor, hérnias); 
  • Pode ser feito com anestesia local em pacientes com elevado risco para anestesia geral;
  • É bem empregado em pacientes que tenham comorbidades (hipertensão, diabetes, DPOC) que possam contraindicar a cirurgia;
  • Em tumores mais centrais no rim em que a cirurgia indicada é a nefrectomia total, retirada total do rim acometido e não apenas de parte dele. Essa técnica pode ser empregada para preservar o rim e a sua função.

 
 
Por ser uma técnica recente e moderna, seu custo ainda é um pouco mais elevado do que o tratamento cirúrgico convencional, mas justifica-se pelo beneficio alcançado.
 
O paciente é tratado por uma equipe médica multidisciplinar composta por Urologista, Oncologista Clínico e Radiologista Intervencionista, sendo que o procedimento é feito pelo Radiologista Intervencionista.
 
A Crioablação quando comparada com a cirurgia aberta ou laparoscopia apresenta menor tempo de internação, menor convalescência e com resultados oncológicos semelhantes.
 
Estiveram à frente do procedimento o Radiologista Intervencionista e Coordenador do Centro de Intervenção Guiado por Imagem do Hospital Sírio Libanês, Marcos Menezes e também o Radiologista Intervencionista do HSRC, Luiz Sérgio Grillo.

 

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